Em Torres, Ação Verão Sem Machismo pede Fim da Violência contra as Mulheres

Ato da Frente Parlamentar pelo Fim da Violência Contra as Mulheres da Assembleia Legislativa e Comitê Gaúcho Eles por Elas ocorreu na manhã deste sábado.

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Conscientizar os veranistas e moradores do litoral norte a respeito da violência contra a mulher foi o principal objetivo da 6ª edição do Verão Sem Machismo, ação ocorrida na manhã deste sábado, na Praia Grande, em Torres.

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A iniciativa foi da Frente Parlamentar pelo Fim da Violência Contra as Mulheres da Assembleia Legislativa, cujo coordenador, o deputado estadual Adão Pretto Filho, esteve presente.

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Com ele, esteve também Edegar Pretto, atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e idealizador da ação, ainda em 2018, por meio do Comitê Gaúcho Eles por Elas, da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres.

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Vestidos de camisetas vermelhas pedindo o fim da violência contra este público, ambos entregaram materiais informativos e conversaram com os frequentadores da praia.

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A escolha do litoral, conforme o comitê, se deu pelo grande fluxo de pessoas de todo o Rio Grande do Sul, bem como de outros estados, nesta época do ano. “Não podemos aceitar os números estarrecedores de feminicídios em nosso estado.

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Em janeiro de 2024, tivemos um aumento de 20% neste crime na comparação com o mesmo mês do ano passado”, comentou Adão. Conforme ele, preocupa não apenas a violência física, mas também as outras formas, como patrimonial, econômica, sexual e psicológica. “Queremos, com este movimento e a frente parlamentar, cada vez mais trazer esta consciência aos homens. Não podemos aceitar a violência sob nenhuma forma”, salientou ele. “A mensagem que precisamos deixar é de respeito, tolerância e paz, e de que ‘não’ é ‘não’. E, além disto, de que todos os canais de denúncias são importantes”.

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Para Edegar, dialogar com os homens é um caminho para haver um bom entendimento. “Normalmente, eles escolhem o caminho mais cômodo, optando por não mudar, e o que queremos justamente é uma mudança de consciência. É preciso mudar este quadro cultural, porque o machismo oprime, maltrata e mata. Isto começa, muitas vezes, por uma falta de respeito e a violência velada, que desencadeia em uma agressão física e no feminicídio”, afirmou o idealizador da Eles Por Elas, acrescentando que ações como esta auxiliam no empoderamento feminino. Ainda conforme ele, a luta é ainda para proporcionar oportunidades de uma vida melhor após a mulher ter sido vítima de violência.

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A estudante de Nutrição Carina Tavares, moradora de Sapiranga, no Vale do Sinos, disse ter concordado com a ação, e afirmou que é preciso um endurecimento ainda maior das leis de proteção às mulheres. “O homem que já tiver sido denunciado por uma mulher deveria ser preso já desde o primeiro momento. Medidas protetivas muitas vezes não funcionam, e o homem procura a mulher para fazê-la mal”, opinou ela. Moradores de Santiago, nas Missões, a advogada Marione Afonso e o professor Rafael Pistoia opinaram que o ato foi importante para uma reflexão ainda maior sobre o tema. “Todas as políticas sobre este assunto são bem-vindas. Cada mulher que morre é uma filha que fica sem mãe e uma família que se despedaça”, disse Marione. “Isto deve começar ainda nas escolas, com os adolescentes, para eles entenderem que a violência não deve ser praticada”, completou Rafael.

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Para denunciar atos de abuso e violência contra as mulheres, os telefones são o 180, da Central de Atendimento à Mulher, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), e o 190, da Brigada Militar.

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Correio do Povo

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