Durante o verão aumenta o abandono de animais nas estradas

Em 2024, a Polícia Rodoviária Federal do RS registrou 2.320 ocorrências.

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Verão é sinônimo de férias, mas também de abandono de animais.

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A estação mais quente do ano vem repleta de alegrias, mas também acompanhada de descasos. Abandonar animais é crime previsto na Lei Federal 14.064/20, que alterou a legislação referente a Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), e aumentou a pena para esse tipo de delito, variando de dois a cinco anos de reclusão e multa.

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente no Brasil, em torno de 30 milhões de animais estão abandonados, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Este fato pode ser constatado principalmente nas estradas do país.

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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do RS (PRF/RS) com a chegada do verão as ocorrências envolvendo animais abandonados aumentam em 40% nas estradas. Em 2024, a PRF/RS registrava 2.320 ocorrências.

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Nos períodos de 15 de novembro de 2024 até 15 de dezembro de 2024 foram registradas 119 ocorrências. Entre 15 de dezembro de 2024 e 15 de janeiro, foram 165 ocorrências na malha rodoviária federal.

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Conforme a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que administra a ERS 040, uma das principais vias de acesso ao Litoral Norte, o abandono de animais aumenta muito neste período do ano. Pensando nesta realidade, a EGR circulante diretrizes protetivas relacionadas ao meio ambiente e aos animais.

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Desde 2019, a comissão passou a divulgar regularmente informativos sobre a realização das atividades para sensibilizar para os cuidados e riscos ambientais.

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A empresa esclarece que faz o atendimento de resgate de animais em pista e em situações de risco, mas o recolhimento e encaminhamento não faz parte das atribuições da EGR, por necessitar de convênios com os órgãos competentes.

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Denúncias

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No Rio Grande do Sul, é possível denunciar os maus-tratos para a Polícia Civil (telefone 181), para a Brigada Militar (telefone 190) ou ainda pela Linha Verde (0800-618080) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama).

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Em Porto Alegre, também está disponível o telefone 156 para ligações.

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Sozinho em casa

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Além do abandono nas rodovias, uma atitude igualmente comum nesse período do ano é deixar o animal de estimação sozinho no lar enquanto o tutor viaja, acreditando que estará protegido. Conforme a veterinária Luciane Kmentt, esta prática é comum, mas exige cuidados.

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“Os animais jamais podem ficar sozinhos sem surpervisão. É necessário que eles sejam monitorados por alguém que fique responsável por trocar a água, renovar o alimento e brincar um pouco”, afirma.

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Além da hidratação e da alimentação é importante evitar o estresse do bicho de estimação. Animais são seres sociais que precisam de interação”, afirma.

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Adoção responsável

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Enquanto o abandono aumenta na estação mais quente do ano, as adoções diminuem na mesma proporção. Quem vive esta realidade é a presidente da Organização da Sociedade Civil (OSC) Associação Amor é o Bicho, Renata Elisabeth Becher, que tem como um dos objetivos a adoção responsável. “Nosso mote não é resgatar e, sim conscientizar a sociedade de todos somos responsáveis ​​e de que todos temos a capacidade de ajudar de uma maneira ou de outra”, diz.

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A Associação Amor é o Bicho possui parceria com lares temporários que abrigam atualmente 12 cães e 37 gatos. “Não temos por objetivo o resgate, seja pela falta de pessoal, financeira e de tempo. Porém, diariamente chegam muitos pedidos de ajuda pelo celular e pelas redes sociais. Os animais chegam debilitados e traumatizados pelo abandono e crueldade humana”, conclui.

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Logo após o acolhimento os cães e gatos passam pela avaliação clínica veterinária, são tratados, castrados (acima de 6 meses), vacinados e microchipados.

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De acordo com Renata, para adotar é preciso que o candidato preencha um formulário de interesse, realize uma entrevista, visita prévia, vídeo do futuro lar para verificação das condições de segurança e bem-estar, documentos do candidato a adoção (documento com foto, comprovante de endereço atualizado), efetivação da adoção, e acompanhamento ao longo da vida deste tutelado.

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Correio do Povo

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