Corpo de uma das gêmeas de 6 anos mortas em Igrejinha é exumado para investigação

Suspeita é que estômago da menina ainda possa conter traços de veneno.

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Foi exumado o corpo da menina, de 6 anos, morta uma semana antes da irmã gêmea, em Igrejinha, no Vale do Paranhana.

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A investigação considera que ambas tenham sido assassinadas por envenenamento, nos dias 7 e 15 de outubro, respectivamente.

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A principal suspeita é a mãe das crianças, uma mulher de 43 anos, que está presa temporariamente na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.

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A exumação ocorreu na terça-feira.

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Conforme a Polícia Civil, o procedimento foi motivado pela possibilidade do Instituto-Geral de Perícias (IGP) encontrar traços de veneno no estômago da menina.

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O material do cadáver será comparado com um pedaço de tecido biológico, mantido na sede do instituto na Capital.

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A suspeita de morte por envenenamento surgiu após o relato de médicos do Hospital Bom Pastor aos, onde as gêmeas foram atendidas. Nenhuma delas tinha marcas de agressão no corpo, mas as duas espumavam e tinham sangramento na boca.

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Além disso, também chamou a atenção dos investigadores o fato do pai das meninas não estar presente em nenhum dos óbitos.

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Ambas passaram mal em casa e morreram, sendo que ele estava fora nas duas ocasiões. Para a Polícia Civil, a mulher teria esperado o companheiro sair de casa para envenenar as filhas.

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O homem não é investigado como suspeito.

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O depoimento de uma filha de 19 anos também comprometeu a mãe das gêmeas. Ela teria dito que os pais tinham histórico de brigas, considerando ainda que a mulher teria assassinado as crianças como vingança contra o companheiro.

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A jovem reside em Santa Maria, na região Central, onde o restante da família também morava. Foi ali que, em novembro de 2022, ela teve um irmão de 22 anos morto a tiros no interior de um apartamento na avenida Rio Branco. O atentado teria relação com disputas do tráfico de drogas.

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Ainda segundo o testemunho da filha, a mãe teria passado a culpar o marido pelo envolvimento do rapaz no mundo do crime.

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O relato também dá conta que a mulher teria desenvolvido transtornos após a morte do filho.

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Correio do Povo

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