Cooperação e corresponsabilidade: Os desafios do poder público dois meses após enchente histórica no RS

Nesta quarta-feira, completam-se 60 dias da cheia histórica de maio em Porto Alegre.

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Dois meses após a enchente, Porto Alegre ainda vive um cenário de desafios, tanto no dia a dia de seus residentes, como na definição de responsabilidades e de políticas para o retorno da normalidade. De acordo com o prefeito Sebastião Melo, das demandas consideradas imediatas, como resgates e encaminhamento para abrigos, grande parte já foi vencida, restando ainda a limpeza da cidade.

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“Parte da está bem avançada, mas parte ainda tem pendência. Estamos com 1,5 mil pessoas e quase 500 máquinas atuando na limpeza. Ainda temos pessoas nos abrigos nessa transição de voltar para casa ou ir para a estadia solidária, que foi um instrumento que criamos em Porto Alegre, em parceria com o Governo do Estado, que é passar R$ 1 mil para essas pessoas que continuam morando com um amigo, com um vizinho ou familiar, até ter uma moradia definitiva, que é um compromisso do Governo Federal e que nós acreditamos nele”, citou.

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Melo também destacou que o Dmae está com o processo adiantado para lançar os termos de referência para reconstruir diques e que um especialista da área de hidrologia será contratado para encaminhar uma remodelagem do plano de prevenção contra cheias, que deverá abranger também os bairros da Zona Sul e do Extremo Sul, como Ipanema, Guarujá, Ponta Grossa, Belém Novo e Lami. Estes locais, atualmente, não são cobertos pelo sistema de prevenção da Capital.

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Nesta semana, o prefeito também anunciou que se reunirá com os ministros de Desenvolvimento Regional, Waldez Goés, e de Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, para definir corresponsabilidade no sistema de proteção contra cheias. “Todo momento é momento de união. Da nossa parte, estamos trabalhando desse jeito. E nós precisamos definir qual é o órgão do governo federal que vai cuidar da proteção de cheias e qual é o papel do município e do estado nisso. Porque não há proteção apenas em Porto Alegre. A água não tem fronteira”, completou.

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Melo ainda reforçou a necessidade de que o Governo Federal e a iniciativa ajudem na reconstrução de Porto Alegre e do RS. “O convite que eu faço é para que todos brasileiros sejam gaúchos, devolvendo ao RS aquilo que nós construímos ao longo do tempo. Ao longo da história, o RS contribuiu para o governo central e agora é a hora do governo central ajudar. Mas também acho que é hora dos fundos privados e dos bancos serem menos gananciosos, pois sem retomada econômica não há cidade digna”, finalizou.

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O secretário Estadual de Reconstrução, Pedro Capeluppi, reforçou a necessidade de cooperação entre os entes da federação para superar a crise meteorológica no Estado. Além disso, como forma de buscar a recuperação econômica do RS, ele afirmou que o governo está estudando medidas para ampliar a capacidade de atendimento de aeroportos estaduais, na tentativa de minimizar o impacto da ausência do aeroporto Salgado Filho.

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“Recentemente, anunciamos o investimento de R$ 14 milhões no aeroporto de Caxias do Sul e R$ 9 milhões em Torres. O Governo do Estado espera que o Salgado Filho retorne o mais breve possível, pois o fechamento até dezembro de 2024 pode resultar em um impacto de R$ 2,5 a 3,2 bilhões no PIB do RS”, salientou Capeluppi.

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Correio do Povo

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