Com a chegada do verão, dermatologistas alertam para aumento do risco de câncer de pele no Brasil

Pesquisa mostram que 71% dos brasileiros não usam protetor solar e mais de 50% nunca consultaram um dermatologista.

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Com a elevação das temperaturas e a chegada do verão, quando a exposição solar se torna mais intensa e frequente, dermatologistas reforçam a importância da atenção diária com a pele, maior órgão do corpo humano.

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O câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais comum no Brasil.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país registra cerca de 220 mil novos casos do tumor não melanoma por ano — número que tende a aumentar nos meses mais quentes, período em que as atividades ao ar livre se intensificam.

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A campanha Dezembro Laranja, promovida nacionalmente, busca ampliar a conscientização para que os cuidados não fiquem restritos ao período de praia.

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No Brasil, porém, hábitos essenciais de proteção ainda estão longe do ideal, como mostram pesquisas recentes.

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Metade da população nunca passou por um dermatologista

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Um levantamento divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com o Datafolha revela que:

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* 71% dos brasileiros não usam protetor solar diariamente;* 54% da população com 16 anos ou mais (cerca de 90 milhões de brasileiros) nunca consultou um dermatologista;* Entre os que já procuraram um especialista alguma vez, apenas 12% o fizeram no último ano;* 41% dos entrevistados relataram ter notado, nos últimos 12 meses, mudanças ou sinais na pele, cabelo ou unhas, como manchas, pintas, bolhas ou queda de cabelo;* 20% nunca ou raramente fazem o autoexame da pele.

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Os dados revelam que, mesmo diante de sinais e sintomas, grande parte da população não procura avaliação médica ou acompanhamento especializado.

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Sinais de alerta: o que observar

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A dermatologista Sabrina Sanvido, do Hospital Moinhos de Vento, reforça que a atenção às mudanças na pele é decisiva para a detecção precoce do câncer. “Pintas que mudam de cor, formato ou tamanho, lesões que sangram, coçam ou ardem e manchas que descamam não podem ser ignoradas.

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Qualquer alteração suspeita deve ser avaliada por um dermatologista o quanto antes”, afirma.

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Quando diagnosticado no início, o câncer de pele costuma apresentar alta probabilidade de cura e exigir tratamentos menos invasivos.

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Com o aumento da exposição solar nesta época do ano, hábitos de proteção e acompanhamento médico regular tornam-se fundamentais para reduzir riscos.

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Para Sabrina Sanvido, o cuidado deve ser incorporado à rotina, especialmente no verão.

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Entre as principais recomendações estão:

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* Aplicar protetor solar diariamente, inclusive em dias nublados;* Reaplicar a cada 2 ou 3 horas em caso de exposição prolongada;* Usar acessórios de proteção, como chapéus, roupas com filtro UV e óculos escuros;* Evitar o sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios UV;* Realizar autoexame da pele, observando pintas, manchas ou lesões novas ou que apresentem mudança;* Consultar anualmente um dermatologista, mesmo sem queixas aparentes.

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Além da avaliação médica, hoje existem tecnologias que tornam o diagnóstico mais preciso, como o exame de dermatoscopia digital, que registra e compara imagens de pintas e lesões ao longo do tempo.

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Ele é especialmente indicado para pessoas com muitas pintas, histórico familiar de melanoma ou lesões suspeitas.

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“Cuidar da pele não é vaidade, é prevenção. Identificar alterações cedo aumenta muito as chances de um tratamento bem-sucedido. No verão, quando naturalmente nos expomos mais ao sol, incorporar o protetor solar à rotina é um gesto simples que protege e faz diferença no longo prazo”, ressalta a dermatologista.

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