Cachorra perdida na enchente do RS reencontrou o dono de 73 anos após viralizar defendendo Jesus na Paixão de Cristo

Laerte Cezimbra, 73 anos, perdeu a cachorra Pulgueira na enchente que destruiu parte do Rio Grande do Sul em 2024.

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A partir dali, segundo a mulher dele, dona Nair, de 68 anos, ele entrou em depressão. Sonhava com ela.

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Ficou mal.

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A cachorra havia sido adotada por outra família, que não sabia que havia um dono à sua espera.

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Assim ficaram por quase um ano Laerte de um lado, Pulgueira do outro, sem que os caminhos cruzassem.

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Até que a cachorra decidiu participar de uma encenação da Paixão de Cristo em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, e virou fenômeno nas redes sociais.

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Nas imagens que viralizaram, Pulgueira invadiu o palco da encenação e ficou entre os pés do ator que interpretava Jesus, latindo para os soldados romanos que se aproximavam.

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O vídeo rodou o Brasil e chegou às redes internacionais.

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A família que havia adotado a cachorra estava junto na multidão e filmou tudo sem saber o que estava por vir.

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Quando os tutores originais viram o vídeo nas redes, reconheceram Pulgueira imediatamente.

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Começaram a busca para rastrear quem tinha o animal.

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O reencontro aconteceu na quarta-feira, 1º de abril de 2026, em São Leopoldo.

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Laerte e dona Nair foram até a família que havia adotado a cachorra. A família que adotou entendeu, cedeu, e fez o que qualquer pessoa de bem faz quando descobre que o animal que cuidou com carinho tinha alguém esperando: devolveu.

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O momento do reencontro entre Laerte e Pulgueira foi filmado. A cachorra foi toda feliz quando viu o dono. "Foi um presente de Páscoa", disse dona Nair.

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O carro que levou a família até São Leopoldo naquele dia carregou o que vai além de passageiros.

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A história de Pulgueira e Laerte é de perda, espera, coincidência e reencontro. E ela só pôde acontecer porque a cachorra entrou num palco sem ser convidada e a internet fez o resto.

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Há algo de poético no fato de que uma cachorra que defendeu Jesus numa encenação foi o instrumento pelo qual um idoso de 73 anos, que havia entrado em depressão pela saudade, recebeu de volta o que havia perdido.

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A vida tem dessas armações que nenhum roteiro consegue superar.

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Fonte: Junio Cruz

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