Baixa da inundação em Porto Alegre deverá ocorrer "vagarosamente", apontam pesquisadores da UFRGS

Especialistas explicam que são dois cenários possíveis para os próximos dias.

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Dois cenários principais se apresentam como prognósticos para os próximos dias em relação à cheia do Guaíba.

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Um deles, elaborado neste sábado (4) e qualificado como moderado pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Hidráulicas (IPH) da UFRGS, indica a estabilização dos níveis de água elevados em torno de 5 metros por pelo mais três dias, sem redução da cota de inundação de 3 metros na próxima semana.

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— A análise tem sido realizada diariamente por grupo de pesquisadores. Todas as manhãs, levantamos dados, discutimos cenários, rodamos modelos. O último relatório (deste sábado) considera a previsão de precipitação nos próximos dias e o maior represamento das águas na foz da Lagoa dos Patos — destaca o professor do IPH Fernando Mainardi Fan.

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O cenário mais pessimista, no entanto, aponta para o aumento do nível até 5m50cm metros. Essa perspectiva vem se mostrando precisa desde a manhã de sexta-feira (3), quando foi prevista a superação da cota de 5 metros.

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Porto Alegre está sob calamidade desde então. Bairros inteiros, incluindo o patrimônio histórico da cidade, estão sob inundação, com diferentes intercorrências para suas estruturas e seus residentes.

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— O que ocorre neste momento está dentro do esperado. O nível estabilizou. Foi de 5m10cm, entre meio-dia e 14h, para 5m16cm às 16h. E para 5m19cm, às 18h. Nosso prognóstico é que esse comportamento será mantido pelos próximos dois dias, oscilando em torno desta medição — afirma o professor.

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Estabilidade, pequenas oscilações e diminuiçãoO pesquisador diz que, após estabilidade e pequenas oscilações, o nível do Guaíba deve começar a diminuir "vagarosamente". A cheia, contudo, poderá se manter acima de 4 metros por até 10 dias.

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— Esse é o cenário mais provável —menciona Fernando Fan.

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Todas as previsões, descreve o professor do IPH Rodrigo Paiva, são desenvolvidas com base na combinação de observações de chuva e vazão dos rios, modelo de previsão meteorológica, hidrológica e hidrodinâmica.

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A pesquisa integra o trabalho do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Cenário pessimista pode acontecer

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Por outro lado, definem os professores do IPH, o cenário descrito como "o mais pessimista" não pode ser descartado: sob condições climáticas adversas, a medição do Guaíba poderá chegar na marca dos 5m50cm.

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— Considerando os elevados níveis previstos e suas incertezas, por segurança, recomenda-se todas as ações para a evacuação e proteção de vidas e remediação dos prejuízos nas áreas já impactadas e nas potencialmente impactadas de Porto Alegre e Região Metropolitana, não dando margem para situações de falhas nos sistemas de proteção — alerta Paiva.

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