Às margens da BR 290, moradores das ilhas esperam em barracas até poder voltar para casa

Número de barracas ocupadas por desabrigados já foi maior, mas presença ainda é visível em ambos os sentidos da rodovia.

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Quem trafega pela BR 290 na região das ilhas, em Porto Alegre, pôde observar nos últimos meses uma grande mudança no cenário. Além dos estragos causados pelas enchentes, a rodovia ganhou novos moradores, em situação ainda provisória.

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Durante o percurso, em ambos os sentidos, dezenas de barracas foram montadas por desabrigados, como uma tentativa de evitar, em caso de novas enchentes, todos os transtornos causados a quem foi surpreendido em maio. Além disso, é claro, existe a impossibilidade de voltar para as casas em que residiam antes da tragédia.

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Passados três meses desde que o pior momento foi vivido pelos porto-alegrenses, boa parte das barracas montadas já foi abandonada. Elas permanecem às margens da rodovia, mas sem a presença dos moradores, que já puderam retornar ou se abrigar em outros locais.

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Há, porém, aqueles que ainda continuam nas moradias improvisadas. O principal motivo apontado para a permanência é o comprometimento da estrutura dos locais em que residiam e, ainda, o receio das tradicionais chuvas de setembro, explica o vigilante Reginaldo da Silva Morais, na Ilha das Flores.

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Enquanto a esposa e os três filhos foram para Santa Catarina para fugir do caos vivido no Estado, ele permanece para trabalhar e ajudar um grupo de amigos especiais que habita uma das barracas na rodovia. “Estamos aqui há três meses, desde que as águas baixaram, porque as paredes da casa caíram”, relata. “Montamos as barracas para poder se instalar e esperar, com medo de que possam acontecer novas enchentes em setembro”, completa.

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Morais morava de aluguel na região das ilhas, mas tem imóvel em Eldorado do Sul, em um local que também foi afetado pelas enchentes e não pôde ser limpo ainda. “Estamos aqui pela necessidade e para poder ajudar um ao outro. Não podemos abandonar as casas e o pouco que conseguimos tirar delas”, argumenta.

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Nas demais barracas avistadas nas proximidades, não há mais moradores. “Acho que ficamos praticamente só nós. Mas vamos ficar até termos segurança de que podemos voltar”, ressalta.

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Para o vigilante, não há o que fazer a não ser trabalhar para poder reconquistar o que foi perdido. “De governo não espero nada, a gente trabalha e consegue tudo de novo, mas o que vem (de doações), vem bem, porque hoje em dia não tá fácil sustentar a família e comprar tudo de novo. O dinheiro que o governo deu não foi suficiente para comprar quase nada. Mas a gente trabalha, vai atrás e consegue se recuperar”, conclui.

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Correio do Povo

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