Agosto Branco: Sempre é hora de parar de fumar

Cessação do tabagismo reduz risco de morte também para pacientes com câncer de pulmão.

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O câncer de pulmão, terceiro mais incidente entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é considerado um dos mais evitáveis, já que o tabagismo é uma das suas principais causas. “Estima-se que em torno de 90% dos cerca de 30 mil novos casos anuais do país tenham correlação com esse hábito”, afirma o oncologista Fernando de Souza Pereira, do Instituto Kaplan/Oncoclínicas Capão da Canoa.

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Além disso, o especialista lembra que o cigarro está correlacionado a outras neoplasias, como as de bexiga, laringe e cavidade oral, fígado e pâncreas.

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“O tabagismo não é apenas um hábito. Trata-se de uma doença crônica e epidêmica, como classifica a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tira aproximadamente 8 milhões de vidas anualmente através das mais diversas patologias causadas, sejam oncológicas ou cardiovasculares”, alerta.

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Quanto maior o consumo de cigarros, mais se aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão. No entanto, o especialista afirma que entre 40% e 50% dos pacientes não conseguem parar de fumar, mesmo depois do diagnóstico. “Existem estratégias bem estabelecidas para buscar a cessação do tabagismo e, mais do que nunca, nesse momento, o atendimento por uma equipe multidisciplinar engajada e cuidadosa auxiliará o indivíduo”, orienta. “Por isso, é importante procurar um pneumologista em busca de orientação ou conversar com seu oncologista se já estiver em tratamento”, recomenda.

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Fernando de Souza Pereira informa que um estudo retrospectivo, publicado na ASCO20 Virtual Scientific Program, avaliou a interrupção do tabagismo e a mortalidade por câncer de pulmão em cerca de 35 mil pacientes, dos quais 47,5% ainda fumavam, 30% eram ex-fumantes e 22,5% nunca fumaram.

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O risco de morte foi reduzido em 12% entre aqueles que haviam cessado o hábito em até dois anos antes do diagnóstico, em comparação aos que ainda o mantinham.

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Mesmo os pacientes que tinham deixado o cigarro tiveram uma sobrevida melhor em relação aos que continuaram fumando. Aqueles que interromperam entre dois e cinco anos antes da descoberta da doença tiveram a probabilidade de morrer reduzida em 16%, e, entre aqueles que pararam mais de cinco anos antes, a diminuição foi de 20%.

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Ele frisa que, em relação ao paciente oncológico, parar é necessário também porque a quimioterapia e, principalmente, a radioterapia apresentam piores respostas para quem é fumante.

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Um dado que preocupa é o crescimento do uso de cigarros eletrônicos no país. Já são cerca de 2 milhões de consumidores, conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) no segundo semestre do ano passado.

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A experimentação dos vapes entre fumantes também subiu, de 25% em 2022 para 29% em 2023. Por causa deste cenário desafiador, o Agosto Branco é dedicado à conscientização e prevenção do câncer de pulmão.

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Tratamentos

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A neoplasia costuma ser diagnosticada quando se encontra em estágios mais avançados. No entanto, o oncologista observa que, nos últimos anos, houve um grande incremento no seu tratamento, tornando-a uma das doenças oncológicas mais beneficiadas com o advento da imunoterapia.

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Especialmente para aqueles que apresentam o subtipo adenocarcinoma, os paradigmas mudaram, aumentando substancialmente a sobrevida. “Em alguns casos, são alcançadas respostas sustentadas que podemos chamar de cronificação da doença metastática”, destaca.

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O especialisa informa que novas opções para alterações genéticas - Mutações Drivers - também têm elevado a sobrevida dos pacientes com metástases. “Outra novidade é que os tratamentos que inicialmente obtiveram benefício na doença metastática, passam agora a figurar para a fase inicial, seja no uso da imunoterapia como neoadjuvante (antes da cirurgia), diminuindo bastante o risco de retorno, ou no uso de medicamentos contra Mutações Drivers na adjuvância (após a cirurgia) que, igualmente tem conseguido reduzir essa possibilidade”. Ele afirma que diversas outras medicações e combinações dessas com a quimioterapia, além de estratégias de sequenciamento, têm surgido todos os anos, com melhores opções e qualidade de vida aos pacientes.

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Sobre a Oncoclínicas&Co

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A Oncoclínicas&Co - maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina - tem um modelo especializado e inovador focado em toda a jornada do tratamento oncológico, aliando eficiência operacional, atendimento humanizado e especialização, por meio de um corpo clínico composto por mais de 2.700 médicos especialistas com ênfase em oncologia. Com a missão de democratizar o tratamento oncológico no país, oferece um sistema completo de atuação composto por clínicas ambulatoriais integradas a cancer centers de alta complexidade. Atualmente possui 145 unidades em 39 cidades brasileiras, permitindo acesso ao tratamento oncológico em todas as regiões que atua, com padrão de qualidade dos melhores centros de referência mundiais no tratamento do câncer.

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Com tecnologia, medicina de precisão e genômica, a Oncoclínicas traz resultados efetivos e acesso ao tratamento oncológico, realizando aproximadamente 635 mil tratamentos nos últimos 12 meses.

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É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa e tratamento de câncer no mundo. Possui a Boston Lighthouse Innovation, empresa especializada em bioinformática, sediada em Cambridge, Estados Unidos, e participação societária na MedSir, empresa espanhola dedicada ao desenvolvimento e gestão de ensaios clínicos para pesquisas independentes sobre o câncer.

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A companhia também desenvolve projetos em colaboração com o Weizmann Institute of Science, em Israel, uma das mais prestigiadas instituições multidisciplinares de ciência e de pesquisa do mundo, tendo Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas, como membro de seu board internacional.

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Além disso, a Oncoclínicas passou a integrar a carteira do IDIVERSA, índice recém-lançado pela B3, a bolsa de valores do Brasil, que destaca o desempenho de empresas comprometidas com a diversidade de gênero e raça.

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Para obter mais informações, visite http://www.grupooncoclinicas.com

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Fonte: Assessoria da Oncoclinicas

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