Defesa Civil de Rio Grande pede evacuação de residências que ficam a até 200 metros da Lagoa dos Patos

Na manhã desta quarta (8), nível da Lagoa dos Patos tinha baixado em razão do vento nordeste, mas voltou a subir. Duda Fortes / Agencia RBS

Vento nordeste ajudou a segurar água na manhã desta quarta-feira, mas virada para o sul e chuva devem piorar o cenário nas próximas horas e na quinta.

As autoridades da prefeitura de Rio Grande estão solicitando, nesta quarta-feira (8), que moradores de áreas que ficam até 200 metros de distância da Lagoa dos Patos e do Saco da Mangueira deixem suas casas imediatamente e procurem abrigos públicos ou casas de amigos e familiares.

Essa métrica está sendo utilizada como parâmetro por ter sido o avanço da água sobre a cidade registrado na enchente de 2023.

A zona sul do Estado, conforme prognósticos oficiais, deve ser o próximo epicentro da crise climática que prejudica o Rio Grande do Sul.

– É uma situação preocupante e deve encher. Pedimos que saiam imediatamente os moradores dessa faixa de 200 metros da água – diz Anderson Montiel, cordenador de despesa da Defesa Civil de Rio Grande.

Existem seis abrigos no município, três deles já em operação. Montiel estima que eles têm capacidade para acolher cerca de 600 pessoas.

Na manhã desta quarta-feira, o nível da Lagoa dos Patos tinha baixado em razão do vento nordeste, que dá maior vazão ao sistema e melhora o escoamento da água para o Oceano Atlântico. Logo depois, voltou a subir com a forte chuva.

No boletim da prefeitura das 9h30min desta quarta-feira, a Lagoa dos Patos estava 70 centímetros acima do nível normal.

A previsão é de que o vento sul passará a predominar a partir da tarde, o que irá represar a água. Isso será somado à chuva que cai forte em Rio Grande.

O cenário se torna mais complexo porque a Lagoa dos Patos está recebendo a água que escoa do lago Guaíba, que inundou Porto Alegre.

Vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil de Rio Grande, Sérgio Webber afirma que os momentos mais críticos deverão ocorrer entre a noite de quarta-feira e o decorrer da quinta-feira (9).

Uma das principais preocupações é remover os habitantes que decidiram permanecer nas ilhas de Rio Grande: dos Marinheiros, da Torotama e do Leonídeo. Conforme a Defesa Civil, seriam apenas sete pessoas que se recusam a sair desde semana passada.

O resgate se tornou difícil com o aumento do nível da água que prejudica o acesso às localidades. O Exército e a Marinha estão auxiliando.

A Defesa Civil do município informa que, nos últimos dias, mais de 1 mil pessoas deixaram as ilhas, a grande maioria por conta própria. Montiel diz que os que saíram dos lares por iniciativa própria não entram para a estatística oficial, por impossibilidade de aferição. Por isso, o boletim municipal da manhã desta quarta-feira apontava 280 pessoas fora de casa, resgatadas pela força-tarefa da Defesa Civil. Do total, 223 foram para residências de amigos e familiares e 57 buscaram abrigos.

Pela característica de Rio Grande, muitos dos habitantes desses territórios têm embarcações próprias.

Na região central da cidade, na manhã desta quarta-feira, a água da Lagoa dos Patos está no mesmo nível da via pública.

O Mercado Público de Rio Grande, bem próximo da margem, está aberto e com as lojas funcionando, apesar de pontos de alagamento no entorno.

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Boletim das 9h30min apontava 70 centímetros acima do nível normal. Duda Fortes / Agencia RBS

 

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Existem seis abrigos no município, três deles já em operação. Duda Fortes / Agencia RBS

 

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A zona sul do Estado, conforme prognósticos oficiais, deve ser o próximo epicentro da crise climática. Duda Fortes / Agencia RBS

 

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Sérgio Webber, coordenador da Defesa Civil e vice-prefeito de Rio Grande. Duda Fortes / Agencia RBS

 

gauchazh.clicrbs.com.br/geral

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